Tudo começou no Natal… ganhei uma calça jeans de noivo-lindo. Uma calça linda. Tudo bem que o número não ajudava muito (46), mas ela tinha uma lavagem linda, uns apliques no bolso, uns botões transpassados diferentes. Agora, caras amigas, pergunto: acham que a calça entrou fácil? Lógico que não! E ainda tive que ouvir: “ai, amor, melhor pegar um número maior, hem?! Essa aí você vai acabar não usando.”
E ele acertou. Começo de janeiro, a calça já não abotoava. De repente, uma dor nas pernas… uma canseira sem fim. Achei que fosse o calor… saltos já estavam descartados. Um belo dia, minha sogra, que tem DOIS FILHOS BEEEEM GORDINHOS (incluindo meu noivo) me falou assim: “Você deveria ir para uma academia, mexer o corpo”. Fui ao médico ver a dor nas pernas e o diagnóstico (excesso de peso).

Acordei, um belo dia, resolvendo me amar. Olhei no espelho e decidi que não existe pessoa mais importante que eu. E fui a luta. E tenho ido a luta todos os dias. É natação, é musculação, é reeducação alimentar, é adquirir novos hábitos.
Fácil? Não, não tem sido nada fácil. Hoje, foi um dia que acordei com vontade “enfiar meus dois pés na jaca” (eu disse OS DOIS). Fui colocar o peso na minha tabelinha e não consegui ver resultado há três, quatro, semanas… sei lá eu.
Pensei em possibilidades. Pensei. Pensei. E fiquei chateada. Pensei em desistir. Em voltar a ser gorda (não que eu esteja magra, tá?).
Enquanto pensava, pensava e pensava. Tirei a calça (a mesma do Natal) sem precisar desabotoar. Lembrei que as pessoas me elogiaram, falaram que tô mais magra… agora, me digam, o que acontece com a balança?
Não, meninas, não desisti. Entrei no blog de vocês e me senti confiante para seguir em frente porque sei que vocês estão torcendo por mim.